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Transformação em nuvem: o que significa ser cloud-savvy?

By DoiTJun 21, 20226 min read

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Vá além do armazenamento e da gestão de bancos de dados e aproveite a infraestrutura e a computação em nuvem para escalar rápido e inovar sem parar. Veja como assumir o controle e se tornar de fato cloud-savvy.

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Extraia o máximo da nuvem com uma mentalidade de transformação

Se antes migrar para a nuvem era o objetivo principal, hoje cada vez mais empresas estão focadas em fazer com que os resultados correspondam às expectativas iniciais. Depois de imaginarem que mover os workloads para a nuvem garantiria economia imediata e inovação automática, muitas estão se decepcionando com o que veem na prática. No mundo todo, os estouros de orçamento em migrações para a nuvem somam mais de US$ 100 bilhões em gastos desperdiçados ao longo de três anos, e as ineficiências custam, em média, 14% a mais por ano do que o planejado.

Mas, enquanto muitas empresas estouram o orçamento de nuvem sem nada para mostrar, outras acertam em cheio na hora de colher os benefícios da transformação em nuvem. Nessas organizações, o uso da nuvem vai muito além do armazenamento e do gerenciamento de bancos de dados: elas exploram infraestrutura e capacidade computacional para escalar rapidamente e inovar de forma contínua. E qualquer outra empresa pode seguir o mesmo caminho para assumir o controle do uso da nuvem e se tornar realmente cloud-savvy.

Por que só estar na nuvem não basta

Migrar para a nuvem pode gerar uma economia enorme para o seu negócio. A nuvem dá às empresas acesso a recursos automatizados que elas jamais conseguiriam desenvolver por conta própria, e os provedores conseguem aproveitar os padrões de uso dos workloads para operar seus ativos com níveis de utilização muito mais altos.

Ainda assim, muitas tentativas de migração não entregam a economia esperada. A complexidade da economia da nuvem exige um entendimento profundo do modelo de consumo orientado por demanda, e os clientes precisam adaptar suas estruturas contábeis para se alinhar a esse modelo.

Na prática, sem otimização ou ajustes adequados, migrações lift-and-shift de aplicações legadas para a nuvem podem até aumentar os custos. Isso porque essas aplicações foram projetadas para rodar em data centers, então acabam tendo desempenho abaixo do ideal e geram um tráfego de rede expressivo, que sai caro quando executado na nuvem.

Onde a liderança entra na transformação em nuvem

Se já é difícil gerar economia com a nuvem, aproveitá-la para gerar um valor transformacional ainda maior pode parecer um sonho impossível. Mas o segredo para se tornar cloud-savvy está em encarar o tema com uma mentalidade de transformação — e isso começa no topo. Entre as empresas que adotam a nuvem, as de melhor desempenho têm 32% mais chances do que as demais de contar com o patrocínio ativo do CEO.

Os líderes precisam endossar e colocar em prática um road map de nuvem abrangente, pensado para gerar mais do que apenas benefícios de custo. Uma abordagem mais ampla para mapear os objetivos de nuvem da empresa deve incluir metas alinhadas aos pontos fortes da nuvem, como mais agilidade e capacidade de responder rápido a mudanças.

A elasticidade da nuvem permite ampliar ou reduzir os recursos computacionais conforme a demanda. Como a nuvem é ideal para criar ambientes em pequena escala de forma rápida e barata, ela se torna a plataforma perfeita para testar produtos digitais antes do lançamento. Cabe aos líderes construir uma visão para suas empresas em que esses e outros pontos fortes da nuvem sejam explorados ao máximo.

Os CEOs podem ajudar o time executivo a entender que os investimentos em infraestrutura nas plataformas de nuvem não são apenas um custo a ser administrado, mas uma rica fonte de vantagem competitiva. Quando toda a liderança compartilha dessa visão, fica mais fácil conduzir uma política de nuvem inteligente, em que o financiamento de tecnologia deixa de ser orientado a projetos e passa a se concentrar em produtos e plataformas.

Como desenvolver o cloud-savviness

O tipo de transformação em nuvem que extrai o máximo valor para o negócio combina tecnologia cloud-native com uma cultura que estimula uma força de trabalho preparada para a nuvem a buscar formas inovadoras de fazer as coisas.

Abordagem cloud-native

Quando o poder da nuvem é aplicado a tecnologias como inteligência artificial (IA) e análise de dados, o potencial de revelar insights capazes de sustentar o crescimento da receita explode. Mas, para esse tipo de transformação, é preciso focar em deixar seu parque de TI o mais cloud-native possível, explorando a escalabilidade e a resiliência que a nuvem oferece em vez de simplesmente replicar a arquitetura, as práticas de segurança e os modelos operacionais de TI já existentes na nuvem.

A abordagem "lift and shift" não só desperdiça o verdadeiro potencial da nuvem, como também pode sair caro. Deixar de rearquitetar os workloads para aproveitar os benefícios da nuvem pode trazer à tona uma série de custos que não existiam quando eles rodavam on-premise. Aplicações legadas foram arquitetadas para rodar em data centers, então geram um tráfego de rede significativo, o que torna a execução na nuvem cara.

Para começar o processo de otimização das aplicações na nuvem, as empresas podem fazer um replatform — virtualizando-as, mas mantendo-as como estão. Isso aproveita parte dos recursos da nuvem sem exigir o trabalho pesado de decompor aplicações monolíticas grandes, complexas e críticas para o negócio. Ainda assim, para extrair todos os benefícios da nuvem, talvez seja preciso rearquitetar as aplicações monolíticas. Isso envolve desmontá-las e reconstruí-las de forma cloud-native, com o objetivo final de migrar toda a aplicação para a nuvem.

Força de trabalho preparada para a nuvem

A nuvem pode ser um facilitador essencial para uma transformação de negócio bem-sucedida, mas você não vai explorar todo o seu potencial sem integrar funções e processos e sem habilitar inteligência e interoperabilidade na sua organização. Talvez seja preciso repensar o funcionamento do seu negócio em um nível profundo, o que torna o desafio de aproveitá-la com eficácia tão social e organizacional quanto técnico.

Para que as tecnologias de nuvem tenham o máximo impacto, é fundamental garantir que sua equipe esteja focada no valor estratégico da computação em nuvem. Em vez de pensar quais aplicações migrar, seu time precisa de uma perspectiva mais ampla. É preciso pensar em qual estratégia de nuvem é necessária para chegar mais rápido ao mercado ou inovar com mais eficácia, e quais habilidades são necessárias para tornar essa estratégia realidade. Esse tipo de visão exige uma base de conhecimento mais abrangente do que uma lista de certificados, além de uma tendência ao pensamento sistêmico e interdisciplinar.

Cultura aberta e inovadora

Cultivar uma força de trabalho preparada para a nuvem envolve implementar novas formas de trabalhar e desenvolver novos papéis e habilidades. Isso pode representar uma mudança significativa para a sua empresa, então é essencial garantir que o time se sinta à vontade para expressar preocupações e pedir apoio diante das mudanças.

É provável que você precise concentrar esforços em recrutar profissionais com habilidades avançadas para extrair o máximo valor de negócio da nuvem, mas também é preciso requalificar internamente. Isso passa por treinamentos em áreas como gestão e análise de dados, IA e cibersegurança, dentro de uma cultura organizacional aberta e inovadora. Ao implementar os programas certos de capacitação e modelos operacionais diferentes, você ajuda a transformar a forma como sua equipe trabalha e atende a necessidades em constante evolução.

Parcerias para o sucesso

Promover o tipo de mudança que torna seu negócio cloud-savvy exige compromisso com a transformação e disposição para levá-la até o fim. Embarcar em uma empreitada tão grande fica mais fácil — e tem mais chances de dar certo — quando você se apoia nas habilidades e na experiência de um parceiro de nuvem adequado. Com a expertise e a orientação certas, dá para garantir que a nuvem cumpra a promessa que fez ao seu negócio.