
Já vimos esse filme. Desta vez, com IA.
A IA está em todo lugar. Mas e o valor que ela entrega? Isso ainda não está totalmente claro.
As conversas em eventos recentes de FinOps repetem um padrão familiar. Assim como nos primórdios da cloud e do Kubernetes, as empresas estão a todo vapor na fase de experimentação — mas patinam na hora de quantificar o que a IA realmente entrega.
O desafio não é só financeiro — é conceitual.
- Estamos usando os modelos certos?
- Estamos enviando tokens demais?
- Estamos aproveitando nosso capital da forma mais eficiente possível?
Pela lente da engenharia, parece só mais um problema de otimização. Pela lente das finanças, é uma questão de unit economics. E, na maioria dos casos, essas duas visões ainda não convergiram.
Como disse um dos palestrantes: "Uma hora, alguém vai bater o olho naquela linha de OPEX e perguntar: o que a gente está ganhando com isso, afinal?"
Soa familiar?
É o mesmo ciclo de sempre:
- Surge uma nova tecnologia (cloud, contêineres e agora IA).
- Os times adotam rápido para sair na frente.
- Os custos disparam — e a visibilidade não acompanha.
- Todo mundo corre para conectar gasto a valor.
Então, como não cair na mesma armadilha?
Algumas ideias apareceram nessas conversas:
- Inclua telemetria de IA no seu ferramental de FinOps desde cedo — não espere o uso escalar.
- Trate os ganhos de produtividade como um KPI mensurável, não apenas como narrativa.
- Faça perguntas práticas: este modelo está ajudando a entregar mais rápido? Está melhorando a qualidade do que produzimos?
Porque, sem essas respostas, você não está operando IA — só está bancando a conta.
Saiba mais no vídeo acima.