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A complexidade oculta por trás do Unit Economics na nuvem

By Devorah KlartagFeb 9, 20263 min read

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Perguntas sobre custo em nuvem costumam soar simples.

  • Quanto este cliente custa para a gente?
  • Qual o custo de rodar essa funcionalidade?
  • Quais times ou produtos estão puxando o gasto?

Em pequena escala, dá para responder com estimativas grosseiras. Mas, conforme os sistemas crescem, essas viram, silenciosamente, algumas das perguntas mais difíceis da organização.

Não por falta de dados, mas porque a forma como a infraestrutura moderna funciona mudou.

O custo deixou de refletir a propriedade com clareza

Em ambientes em estágio inicial, o custo costuma andar junto com a propriedade. Um serviço pertence a um time. Um banco de dados sustenta um produto. Um ambiente corresponde a uma função.

Conforme a infraestrutura escala, esse modelo mental quebra.

Os sistemas de hoje são:

  • Altamente compartilhados entre times e produtos
  • Construídos sobre camadas de plataforma que atendem muitos consumidores
  • Cada vez mais multi-tenant por design

O custo já não tem um dono só. Ele se distribui pelos padrões de uso. A partir daí, perguntar "de quem é isso?" deixa de ser a pergunta certa.

A infraestrutura compartilhada esconde o consumo real

A maior parte dos custos relevantes em nuvem está nas camadas compartilhadas:

  • Data pipelines
  • Plataformas de streaming
  • Bancos de dados
  • Rede e tráfego entre serviços
  • Serviços de plataforma que sustentam vários workloads

Esses componentes raramente têm relação um-para-um com um time, funcionalidade ou cliente.

Em vez disso, absorvem uso vindo de toda a organização, muitas vezes de forma desigual. Alguns times consomem muito mais do que outros, mas esse desequilíbrio é difícil de enxergar.

O resultado é opacidade de custos, mesmo quando o gasto total está à vista.

Por que o unit economics fica embaçado em escala

Quando o custo não pode ser ligado diretamente ao uso, o unit economics sofre.

Os times têm dificuldade para:

  • Explicar as margens por cliente ou produto
  • Entender quais funcionalidades são lucrativas
  • Prever gastos com precisão
  • Tomar decisões seguras sobre arquitetura ou precificação

O time de Finanças vê números que não fecham. A Engenharia vê uma complexidade que não aparece nos relatórios.

Todo mundo sente esse descompasso.

O problema real é a atribuição, não a visibilidade

O problema real não é visibilidade. É o modelo.

Toda organização consegue ver a fatura da nuvem.

O que falha é a conexão entre os recursos de nuvem e as perguntas de negócio que chegam para você.

Tags de nuvem são úteis para questões simples de propriedade. Mas perguntas em nível unitário raramente são um-para-um:

  • Um cliente usa vários serviços.
  • Um serviço atende vários clientes.
  • Um time de plataforma sustenta vários produtos.
  • Infraestrutura compartilhada e tráfego de rede não "pertencem" a um único dono.

Mesmo com uma ótima higiene de tags, elas não dão conta de expressar essa realidade muitos-para-muitos nem a lógica de alocação necessária para responder a perguntas como "custo por cliente", "custo por funcionalidade" ou "qual time está subsidiando qual".

É por isso que o unit economics fica embaçado em escala: os dados existem, mas o modelo de custo não corresponde a como o sistema é de fato consumido. E é por isso também que o nosso "FinOps sem tagging" é tão diferente.

Como os melhores times encaram isso de outro jeito

Os times que operam em escala estão começando a repensar como modelar o custo:

  • De baixo para cima, a partir do uso, em vez de cima para baixo, pela propriedade
  • A partir dos sistemas compartilhados, em vez dos recursos isolados
  • Com base no consumo real, em vez de suposições

Essa mudança volta a tornar o custo em nível unitário explicável, mesmo em ambientes complexos.

Você pode ver como isso funciona na prática neste case, que mostra como a Akamai explica o custo em nível unitário em uma infraestrutura compartilhada sem depender de tagging:

Ou, se quiser ver como isso se aplica ao seu ambiente, agende uma demo aqui.