
O gasto global com nuvem deve se aproximar da marca de US$ 600 bilhões em 2023 – um crescimento de 21% em relação ao ano anterior – o que mostra como a nuvem se tornou onipresente na economia mundial. Cada vez mais empresas já nascem na nuvem (as digital natives), somando-se àquelas que passaram por processos de migração porque entenderam que a nuvem pública oferece o melhor custo-benefício e as maiores oportunidades de expansão dos negócios.
Conforme empresas de todos os portes continuam crescendo, o escopo dos seus ambientes de nuvem e os gastos resultantes só tendem a aumentar; à medida que as operações escalam, é natural que os custos de infraestrutura também subam. A chave do sucesso – e um dos sinais de uma organização que domina as práticas de FinOps – é fazer a sua presença na nuvem crescer e escalar de acordo com as necessidades do negócio, e nada além disso. Boa parte desse trabalho passa por otimizar os gastos sempre que possível, aproveitando oportunidades de economia e cortando custos desnecessários.
Falar é mais fácil do que fazer, dada a natureza dinâmica e a complexidade dos ambientes em nuvem. Manter o gasto sob controle exige tanto expertise quanto disciplina. Pensando nisso, listamos três frentes pelas quais você pode começar ou aprimorar seus esforços de otimização de custos na AWS:
Aumente a cobertura de descontos por commitments
Como o EC2 e outros serviços de computação costumam representar de 50% a 70% da sua fatura total de nuvem, reduzir esses custos é a melhor oportunidade de gerar economias significativas. A AWS oferece descontos por compromisso de uso na forma de Savings Plans e Reserved Instances, ambos disponíveis em prazos de 1 ou 3 anos, com diferenças importantes em termos de recompra e flexibilidade:

Você pode ler mais sobre as diferenças entre esses tipos de commitments aqui, mas o fato é que gerenciar commitments e maximizar as economias disponíveis é um trabalho de tempo integral. É preciso considerar diversos fatores ao prever o uso de computação – tipos de máquina, regiões, serviços de nuvem etc. – e depois acompanhar uso e datas de expiração para garantir que você está atingindo as metas certas.
A melhor forma de maximizar a cobertura de commitments é cobrir o máximo possível dos seus workloads com RIs ou Savings Plans de 3 anos, que oferecem descontos de 60% a 70%, contra 25% a 35% dos planos de 1 ano. Lembrando, claro, que commitments de 3 anos são naturalmente mais arriscados do que os de 1 ano, simplesmente porque é muito mais difícil prever seus workloads com tanta antecedência. Empresas com maturidade e estabilidade para isso podem cobrir cerca de metade dos workloads previstos com commitments de 3 anos e usar os de 1 ano para complementar a cobertura de desconto.
A grande vantagem de uma solução como o DoiT Flexsave™ é automatizar o gerenciamento desses commitments de 1 ano para maximizar a economia em qualquer workload de computação on-demand (incluindo EC2, Fargate e Lambda) que ainda não tenha desconto. Além de aliviar a carga de gestão de FinOps, isso elimina o risco de se comprometer demais com recursos que você acabará não usando.
O Flexsave também funciona como um hub de FinOps para a sua estratégia de commitments na AWS, oferecendo uma visão geral dos seus Savings Plans atuais e analytics sobre a cobertura de descontos direto no seu dashboard. Por padrão, o gráfico mostra a cobertura dos dez SKUs mais relevantes, mas se você quiser ver mais SKUs ou detalhar por região, basta abrir um relatório do Cloud Analytics direto pelo dashboard. A partir daí, fica mais fácil entender quais serviços talvez não sejam elegíveis a descontos e avaliar se vale a pena redesenhar esses workloads para ampliar a economia.
Clique na imagem abaixo para saber mais sobre como usar o dashboard do Flexsave:
Aproveite as Spot Instances
Assim como os Savings Plans e as RIs, as Spot Instances podem oferecer descontos expressivos em workloads de computação on-demand, mas com uma ressalva importante: workloads em Spot podem ser recuperados pela AWS com apenas 2 minutos de aviso prévio. Ou seja, ainda que seja possível economizar ainda mais com Spot Instances – com descontos de até 90% – elas vêm com um risco bem maior e devem ser usadas apenas em operações tolerantes a falhas, como workloads em containers, servidores web stateless, ambientes de teste ou aplicações de big data.
As Spot Instances podem ser gerenciadas na AWS com Auto Scaling groups (ASGs), mas implantá-las exige certo grau de flexibilidade quanto aos tipos de instância e Availability Zones solicitados. Por quê? Porque pode não haver nenhuma disponível nas especificações que você quer. Os ASGs também precisam ser configurados manualmente e ajustados com frequência para garantir que suas necessidades de computação sejam atendidas de forma consistente, sem interrupções relevantes. Além de manual e trabalhoso, o processo pode simplesmente não funcionar se houver uma configuração errada.
Diante desses riscos e do esforço envolvido, muitos profissionais preferem nem mexer com Spot Instances. Mas o DoiT Spot Scaling automatiza esse processo para eliminar o risco de interrupções e ajudar a rodar seus workloads em Spot Instances com confiabilidade. A ferramenta analisa automaticamente seus ASGs para recomendar configurações alinhadas a melhores práticas e, em seguida, substitui as instâncias on-demand pelas Spot Instances – muito mais baratas – sempre que possível. E, para eliminar o risco, o Spot Scaling faz fallback para on-demand quando não há capacidade Spot disponível no mercado.
Para ver o Spot Scaling em ação, clique na imagem abaixo:
Audite seu armazenamento em busca de oportunidades de otimização
Embora não pese tanto quanto computação na fatura mensal de nuvem, os custos de armazenamento podem crescer rápido conforme você escala, o que torna essa uma área que precisa ser auditada com frequência para manter os custos no menor patamar possível. A AWS oferece diferentes classes de armazenamento, com preços que variam conforme a frequência de acesso aos dados. Isso significa que objetos cuja frequência de recuperação mudou podem continuar armazenados no S3 Standard quando, na verdade, deveriam ser movidos para Infrequent Access ou até para o Glacier.
Para extrair o máximo de eficiência de custo das suas classes de armazenamento, use lifecycle policies para movimentar dados automaticamente entre as classes, com base nos padrões de acesso. Lembre-se também de considerar a quantidade de objetos e o tamanho deles, já que os preços de recuperação e transferência são cobrados por GB. Você também pode usar o Amazon S3 Select para extrair dados específicos de objetos do S3, reduzindo potencialmente o volume de dados transferidos.
Outro ponto importante: muitos objetos pequenos podem ficar caros muito rápido. Se você tem um grande volume de arquivos minúsculos, pode fazer mais sentido armazená-los em um banco de dados como o DynamoDB ou o MySQL, em vez do S3. Se isso não for viável, considere agrupá-los em lote e guardá-los como um único arquivo.
O DoiT Cloud Analytics viabiliza esse tipo de análise por meio de agrupamentos de alocação de custos, gerando insights rápidos sobre o que está puxando os gastos, com detalhamento por serviço, SKU, availability zone etc.
Para entender melhor como esses recursos do Cloud Analytics funcionam dentro do DoiT Cloud Navigator, clique na imagem abaixo e faça um tour interativo:


